Eu amo tudo o que foi
Tudo o que já não é
A dor que já não me dói
A antiga e errônea fé
O ontem que a dor deixou
O que deixou alegria
Só porque foi, e voou
E hoje é já outro dia.
Eu amo tudo o que foi
Tudo o que já não é
A dor que já não me dói
A antiga e errônea fé
O ontem que a dor deixou
O que deixou alegria
Só porque foi, e voou
E hoje é já outro dia.
Antibióticos são largamente usados na criação de gado, suínos e aves
Foto: J. Bernardes
Uma pesquisa da Food and Drug Administration (FDA) revelou que 13 mil toneladas dos antibióticos produzidos no país são utilizadas em animais produtores de alimento (como carne e leite), enquanto apenas 3,3 mil toneladas são consumidas por humanos. Desde 1977, o FDA tem tentado limitar o uso dessas substâncias na produção animal, mas a iniciativa encontra oposição, principalmente entre os mais interessados: os produtores e a indústria farmacêutica.
Inicialmente, esses medicamentos eram usados para tratar doenças nos animais, mas, com o avanço do conhecimento e desenvolvimento de novos compostos, passaram a ser amplamente utilizados nas criações também como promotores de crescimento. Nesse caso, são adicionados à ração ou à água do gado, das aves e dos suínos. A prática é adotada internacionalmente. Na China, 91 mil das 210 mil toneladas dos antibióticos produzidos localmente, ou 43% do total, são destinada a rebanhos.
Administrados com moderação, esses remédios melhoram a produtividade e reduzem a mortalidade das criações. Porém, o uso indiscriminado é apontado como um dos responsáveis pela aumento da resistência das bactérias. Muitas das substâncias dadas aos bichos são igualmente usadas para tratar humanos — como a penicilina, a tetraciclina e sulfonamidas. Por isso, para nossa saúde, são graves as consequências do possível aumento da resistência de microorganismos causado pela prática. Embora a associação entre o uso de antibióticos na produção animal e bactérias a eles imunes não esteja firmemente estabelecida, vários estudos epidemiológicos sugerem que ela existe.
As indicações levaram a Organização Mundial de Saúde a declarar que o uso de antibióticos em rebanhos é um risco para a saúde humana. Na União Européia, o uso para promover o crescimento mais rápido foi banido depois que a avoparcina foi associada ao aparecimento, em animais domésticos, de Enterococci resistente. Na Austrália, após proibir a utilização de ciprofloxacina, cientistas registraram uma queda da resistência — para 2% — da bactéria Campylobacter jejuni ao medicamento. Ela é responsável por infecções intestinais humanas e o seu índice de resistência nos países em está liberada para o uso em rebanhos é de 20%, ou dez vezes maior.
Como exportador de carne, o Brasil respeita as legislações dos países com que comercia. Desde maio de 1998, proibiu no território nacional o uso de clortetraciclina, oxitetraciclina, penicilinas e sulfonaidas sistêmicas para alimentação animal. O uso da avoparcina também foi desautorizado por tempo indeterminado. Para a venda no mercado interno, há classes ainda legais de antibióticos estimuladores do crescimento, desde que tenham seu uso registrado no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e modo de utilização, dosagem e período de carência sejam respeitados.
A Escócia não foi abençoada com um clima ameno. O país é batido de vento e sujeito a mudanças rápidas do tempo, com muita chuva. Em compensação, isso lhe proporcionou vastos recursos para planejar as metas mais ambiciosas do mundo de redução de emissões de carbono e, em paralelo, aumento da produção de energia renovável.
Tudo indica que os escoceses estão se movendo rápido para atingi-las, como confirma um novo estudo publicado pelo governo do país. Em 2010, do total de energia elétrica, 27% vieram de hidroelétricas, usinas eólicas, solares e maremotrizes (movidas pela força do mar). Em 2011, o número já deve subir quatro pontos percentuais e atingir 31% e, em 2020, bater a marca dos 80%, quando, se tudo der certo, as emissões de carbono do país terão caído 42%. Para comparar, a meta colocada para esse mesmo ano pela União Europeia é de 20%, ou seja, quatro vezes menos ambiciosa.
Cinco anos mais tarde, em 2025, um graal da energia sustentável pode ser atingido: a libertação dos combustíveis fósseis para gerar eletricidade, pois toda a geração será feita de fontes não poluentes.
Energia elétrica não é tudo. Mesmo que toda ela seja produzida a partir de fontes renováveis isso representará cerca de 16% do total de energia consumido no país.
De qualquer forma, os escoceses ainda continuarão precisando de bons casacos, mas poderão usá-los com muito orgulho.