domingo, 31 de janeiro de 2010

Se beber, não case!

Depois de dias na fila, consegui locar o filme “Se beber, não case!”, e valeu ter esperado!

Talvez o que me tenha levado a gostar tanto deste filme tenha sido justamente a forma despretensiosa como velhas piadas e velhos clichês foram revitalizados pela atuação  de quatro malucos que parecem realmente estar se divertindo muito, acho que a “pedra de toque” deste filme é realmente a sensação de diversão que todas aquelas loucuras conseguem transmitir, você jura que se estivesse alí, naquela situação, como ator ou personagem, estaria realmente rindo às bandeiras despregadas, e assim o filme flui…

A história parece ter sido construída para homens (embora funcione maravilhosamente para as mulheres, que reconhecem nos personagens aquele irmão muito louco ou aquele amigo “da pá virada), pois relata as peripécias de quatro amigos em uma despedida de solteiro em Las Vegas, onde tudo acontece, desde acordarem com a suíte do hotel totalmente destruída até encontrarem um tigre e uma galinha gloriosamente presentes em sua ressaca fenomenal.

E o pior é que os três não se lembram do que aconteceu, e para piorar, perderam o noivo…

E esta é a história do filme: a reconstrução da noite da despedida de solteiro, quando através de pequenas pistas, os três amigos vão reconstruindo as loucura que o grupo fez naquela festa.

Para se poder curtir mesmo este filme, acho que é necessário que o espectador se dispa um pouco de sua mentalidade adulta, é necessário curtir uma boa brincadeira, é necessário se conseguir voltar a ser um pouco criança de novo, e afinal, quem não quer alguns minutos livres da chateação de se encarar a vida de forma obsessivamente séria?

Cristo e sua sombra

Cristo-e-sua-sombra[1]

Esta imagem, desta forma, eu nunca vi!!!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

A previsibilidade do ser humano e a responsabilidade do leitor na evolução da literatura

Ando lendo vários artigos na Internet sobre clássicos que são repaginados por escritores atuais. Sabemos que o mundo é redondo e esgotável, mas assistimos agora este fenômeno abranger também a literatura. Ninguém pode discordar que os livros da série Crepúsculo nada mais são do que releituras de personagens de Jane Austen. Edward Cullen e Mr. Darcy são iguais, só não vê quem não quer que Dona Meyer aproveitou toda a estrutura do personagem austeniano para compor seu vampirinho vegetariano. Bom? Ruim não foi, lí o livro e ouso dizer que, se bem que muito mal escrito, dá para divertir…

Agora outros escritores também procuram as fontes austenianas para basear seus novos-velhos heróis. E lá vem Mr. Darcy Vampiro, Mr. Darcy Zumbi, Mr. Darcy Múmia, Mr. Darcy Monstro do Mar, e por aí vai…

Muitos críticos literários já discutiram a questão da influência de clássicos na literatura atual, nada que já não tivesse sido feito, que continua sendo feito e que sempre será feito, o interessante será observarmos o mercado que se abrirá para este contínuo fenômeno.

Sabemos o quanto Jane Austen é lida até os dias de hoje, resta esperarmos para sabermos como serão recebidos os novos títulos pelo mercado consumidor, imagino-me entrando na Livraria Cultura e dando de cara com títulos tais como: Pride and Prejudice and Zombies; Mrs. Darcy, Vampyre; Darcy’s Hunger; Jane Bites Back; Mansfield Park and Mummies; Northanger Abbey and Angels and Dragons; Razão e Sensibilidade e Monstros Marinhos…

Apenas tenho receio da qualidade destas adaptações (serão adaptações ou plágios camuflados?), percebemos cada vez mais a fraqueza e a pobreza de certos escritores na composição de diálogos interessantes e que tais, e se voltarmos a Crepúsculo, perceberemos o que quero dizer através de uma análise do livro, sem maldade, mas Dona Meyer poderia ter se dedicado mais para escrever um pouquinho melhor, certas partes do livro são sofríveis, e isto, mesmo com muito boa vontade…

E concluo então afirmando que toda cultura tem o livro que merece, se o público consumidor estiver amadurecido para exigir um livro sólido, mesmo que baseado em livros já existentes anteriormente, veremos surgirem boas adaptações (ou cópias camufladas, vá lá…), mas se nossos queridos consumidores se acomodarem com um produto de qualidade ruim, com diálogos sofríveis e construções de mal gosto, então será  isto que teremos…

Relembrando Jane Austen

Jane Austen nasceu em 16 de dezembro de 1775, na casa da paróquia de Steventon, Hampshire, Inglaterra, e faleceu em 18 de julho de 1817, na cidade de Winchester, Inglaterra.

Em 1801, a família de Jane Austen mudou-se para Bath, onde permaneceu até 1805.

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(Foto da residência de Jane Austen em Bath)

Com a morte do pai, em 1805, Jane Austen, sua mãe e sua irmã Cassandra mudaram-se para Chawton.

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(Foto da casa onde Jane Austen viveu em Chawton)

Quando sua saúde piorou, Jane Austen procurou a cura de seus males na cidade de Winchester, uma cidade no sul da Inglaterra, onde faleceu e foi enterrada.

(Catedral de Winchester, onde Jane Austen está enterrada)

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Valsinha

 

Composição: Chico Buarque / Vinícius de Morais

Um dia, ele chegou tão diferente do seu jeito de sempre chegar
Olhou-a de um jeito muito mais quente do que sempre costumava olhar
E não maldisse a vida tanto quanto era seu jeito de sempre falar
E nem deixou-a só num canto, pra seu grande espanto, convidou-a pra rodar
E então ela se fez bonita como há muito tempo não queria ousar
Com seu vestido decotado cheirando a guardado de tanto esperar
Depois os dois deram-se os braços como há muito tempo não se usava dar
E cheios de ternura e graça, foram para a praça e começaram a se abraçar
E ali dançaram tanta dança que a vizinhança toda despertou
E foi tanta felicidade que toda cidade se iluminou
E foram tantos beijos loucos, tantos gritos roucos como não se ouvia mais
Que o mundo compreendeu
E o dia amanheceu
Em paz

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Guimarães (foto retirada do blog photo-PT.blogspot.com)

Como me encantam estas ruas estreitas…