sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Mar Português

MAR PORTUGUÊS

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quere passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.

(Fernando Pessoa)

Foto encontrada em muitafoto.blogspot.com

SAKI ROUVA É GREGO, CANTOR E FOI VOTADO COMO O HOMEM MAIS BONITO DO MUNDO!

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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Notícia retirada do site da ESPAM/PROJEÇÃO em 04 de fevereiro de 2010

As Faculdades ESPAM-Projeção anunciaram mudança na data de retorno às aulas para alunos veteranos. Os acadêmicos veteranos, que originalmente voltariam às aulas no dia 8 de fevereiro, só retornarão no dia 22 do mesmo mês. A mudança, conforme explica a equipe de transição ESPAM-Projeção, mostrou-se necessária para assegurar que a primeira etapa das obras de aprimoramento da infra-estrutura do Campus Sobradinho esteja concluída até o início das aulas. Para o retorno dos calouros nada muda: foi mantida a data de 1º de março.

Joaninha, lembram!!!

Borboletas

Faz tanto tempo que não vejo uma borboleta!

Antigamente estes belos insetos dançavam à nossa volta, com seu colorido incrível, tornando o ar mais mágico, mais leve, quase irreal na sua delicadeza.

Hoje em dia, no afã de tanto concreto e cimento, elas sumiram, já é raro o vôo delicado de suas asas multicoloridas…

Fico perplexa diante do fato de que poucos estão  consciêntes de como nosso mundo está mudando. Não precisamos de depoimentos de grandes doutores em ciências naturais,  basta procurarmos aqueles pequenos insetos que conviviam conosco em casas no campo, cheias de verde e sol, hoje é rara a presença de esperanças, louva-deus ou borboletas.

E as crianças, como elas tomarão conhecimento de tanta diversidade de vida que existia na terra há algum tempo atrás, será por figuras brilhantes e sem vida nos livros escolares, ou será dado a elas o prazer de correr atás destes insetos que encantavam tantas gerações com sua beleza?

Hoje vivemos em cubículos de concreto armado, cheio de utensílios que não sabemos bem para que servem, e em contrapartida perdemos tanta coisa que nos serviam para atestar a magnificiência da vida no planeta.

E o homem, a cada dia que passa, mais fica triste, mais fica solitário, mais fica neurotizado sem conseguir interagir com tanto plástico ao seu redor, e as coisas importantes da nossas vidas vão se perdendo sem que façamos nada para as preservar, as borboletas, a humanidade, a solidariedade, o amor, a amizade, a fidelidade, a simplicidade, o tempo, tudo se vai gastando no contacto com tanto despropósito e falta de sentido.

E em homenagem às borboletas que aqui já não estão, eu pintei estas palavras, acho que pelo menos posso resgatar o alegre colorido de tantas asas que já não existem mais…

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Encontrei este resumo no site www.jornaldofundao.pt, e gostei tanto que resolvi republicar.

“Persuasão” de Jane Austen

ROMANCISTA britânica nascida em Steventon, Hampshire, Inglaterra, cuja obra literária deu ao romance inglês o primeiro impulso para a modernidade, ao tratar do quotidiano de pessoas comuns com aguda percepção psicológica e um estilo de uma ironia subtil, dissimulada pela leveza da narrativa. Filha de um pastor anglicano, toda a sua vida transcorreu no seio de um pequeno grupo social, formado pela aristocracia rural inglesa. Aos 17 anos, escreveu seu primeiro romance, Lady Susan, uma paródia do estilo sentimental de Samuel Richardson. Seu segundo livro, Pride and Prejudice (1797), tornou-se sua obra mais conhecida, embora, inicialmente, tenha sido mal visto pelos editores, o que levou por algum tempo ser discriminada no meio editorial. Depois conseguiu publicar o romance Sense and Sensibility (1811), cujo sucesso levou à publicação, ainda que sob pseudónimo, de obras anteriormente recusadas. Vieram ainda outros grandes sucessos como Mansfield Park (1814) e Emma (1816) em um estilo menos ágil e humorístico, porém ganhando em serenidade e sabedoria, sem perda de sua típica ironia. Morreu em Winchester, um ano antes de serem publicadas as obras Persuasion e Northanger Abbey, uma deliciosa sátira, escrita na juventude, ao género truculento da novela gótica. Seu poder de observação do quotidiano forneceu-lhe material suficiente para dar vida aos personagens de suas obras, e a crítica considerou-a a primeira romancista moderna da literatura inglesa.

“Persuasão” foi o último romance completo de Jane Austen (1775-1817). Ela o escreveu após terminar “Emma”, concluindo-o em 1816. No entanto, ele só foi publicado postumamente em 1818 e serviu como base do roteiro sobre o romance dos personagens interpretados por Sandra Bullock e Keanu Reeves, no filme “A Casa do Lago”. O livro costuma ser associado a outro de seus romances, “A Abadia de Northanger”, pois além dos dois livros terem sido originalmente publicados em um único volume, ambas as histórias são situadas na cidade de Bath, um balneário termal onde Jane Austen viveu de 1801 a 1805.

O enredo gira em torno dos amores de Anne Elliot que se apaixonara pelo pobre, mas ambicioso jovem oficial da marinha, capitão Frederick Wentworth. A família de Anne não concorda com essa relação e a convence romper seu relacionamento amoroso. Anos após Anne reencontra Frederick, agora cortejando sua amiga e vizinha, Louisa Musgrove. Persuasão, é amplamente apreciada, pois tem uma simpática história de amor, de trama simples e bem elaborada, e mostra o estilo de narrativa irónica de Jane Austen. Além disto, é original, pelo facto, entre outros motivos, de ser uma das poucas histórias da escritora que não apresenta a heroína em plena juventude. O romance também é um apanágio ao homem de iniciativa, através do personagem do capitão Frederick Wentworth que parte de uma origem humilde e que alcança influência e status pela força de seus méritos e não através de herança.