terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Email enviado para “www.projeção.br” no dia 01 de fevereiro de 2010, em que eu deixo registrada minha indignação sobre a nova política da instituição sobre o uso da biblioteca.
Recebi hoje um folheto em que o fato do grupo "Projeção" ser o novo dono da Faculdade Espam é colocado da seguinte maneira:
"A Faculdade ESPAM construiu uma importante relação com Sobradinho, tornando-se em poucos anos a maior e mais prestigiada faculdade da região. A partir de 2010 essa história será ainda mais vitoriosa. A ESPAM agora é Projeção, uma instituição sólida, há 32 anos voltada exclusivamente para o ensino. Ter a marca Projeção é estar sempre avançando, conquistando, evoluindo. Venha fazer parte de uma das maiores e melhores instituições de ensino do DF e seja você também um vencedor."
Causou-me estranheza que os senhores convidem a comunidade de Sobradinho para fazer parte desta parceria, e ao mesmo tempo excluam esta mesma comunidade do convívio em uma de suas instalações que, supostamente, deveria ser a mais democrática: a sua biblioteca.
Sempre compreendi livros como sinônimo de saber, e sempre entendi uma biblioteca como um local onde todos que se interessem pelo saber contido nos livros sejam bem vindos, entretanto, desde que o grupo Projeção adquiriu a ESPAM é impossível freqüentar a biblioteca desta instituição.
O fato é mais grave quando se observa que eu, que fui barrada na biblioteca da faculdade que seu grupo agora detém a posse, sou matriculada no 6º semestre do curso de Letras desta mesma instituição de ensino, e precisava freqüentar tal local para adiantar meu trabalho de conclusão de curso.
Deixo minha indignação registrada, tanto pela política adotada pela instituição de exclusão da sociedade em suas instalações como pela exclusão de uma aluna que sempre teve um procedimento correto nas instalações desta instituição.
E para terminar, relembro aos senhores que os alunos que neste seu folheto são convidados, são os alunos que ora são impedidos de freqüentar tais instalações, existe coerência nestes fatos?
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
A Noite da Revolta…
Aos inexistentes que às vezes visitam meu blog, cabe uma explicação sobre as postagens do dia 31 de janeiro: neste dia “baixou” na vossa caríssima blogueira o espírito da revolta…
Cansei…
De que, não sei, talvez de escrever bonitinho, coisinhas politicamentes corretas, e depois de quilos de conversas com minha caríssima amiga concurseira sobre os fatos da vida, resolvemos partir para o ataque, e como estava rolando o vídeo “Persuasão” no Real Player, nada mais natural do que abordar alguns aspectos inusitados não mencionados pela minha queridíssima escritora favorita que graças a Deus manteve-se à margem dos depoimentos escritos nesta noite suis-generis…
E assim, algumas idéias revoltosas nasceram e foram publicadas, para alegria das participntes em tão monumental disparate…
Confesso que espero retomar o tom cor-de-rosa amanhã, quando acordar desta retomada da realidade, e puder novamente afundar num mar de sonhos…
A história de Anne Elliott por uma concurseira… e pré monumento…
Se Persuasão tivesse sido escrita por um homem, o final teria sido muito diferente, pois, como diz minha filha, “… a fila anda!!!” (para o homem, é claro…)
Anne desprezou aquele “gato” do Capitão Wentworth, mas ele persistiu e voltou, e depois de oito anos (e alguns dias a mais…), enfim, foram felizes para sempre, isto porque a história foi escrita pela nossa queridíssima Jane Austen, se ela tivesse sido escrita pelo “Zé” Austen, o Capitão Wentworth teria voltado com uma loura fenomenal, concursada e com dois metros de perna, e aí a Anne Elliott teria visto seu navio afundar…
Mas para extase da mulherada encalhada, e que não usa bandage dress, nas noites de sábado, louríssimas e com um contra-cheque bem gostoso, e com amigos chamando para ir para a Amazônia Legal depois de passar num concurso da Polícia Federal, quem escreveu Persuasão foi Jane e não “Zé”, o que possibilitou que a fila não andasse e que o “gatíssimo” continuasse, depois de um fora fenomenal, à espera dos favores da “chatézima” da Anne, que toca piano para todo mundo ao invés de dançar uma bela salsa caribenha…
domingo, 31 de janeiro de 2010
Se beber, não case!

Depois de dias na fila, consegui locar o filme “Se beber, não case!”, e valeu ter esperado!
Talvez o que me tenha levado a gostar tanto deste filme tenha sido justamente a forma despretensiosa como velhas piadas e velhos clichês foram revitalizados pela atuação de quatro malucos que parecem realmente estar se divertindo muito, acho que a “pedra de toque” deste filme é realmente a sensação de diversão que todas aquelas loucuras conseguem transmitir, você jura que se estivesse alí, naquela situação, como ator ou personagem, estaria realmente rindo às bandeiras despregadas, e assim o filme flui…
A história parece ter sido construída para homens (embora funcione maravilhosamente para as mulheres, que reconhecem nos personagens aquele irmão muito louco ou aquele amigo “da pá virada), pois relata as peripécias de quatro amigos em uma despedida de solteiro em Las Vegas, onde tudo acontece, desde acordarem com a suíte do hotel totalmente destruída até encontrarem um tigre e uma galinha gloriosamente presentes em sua ressaca fenomenal.
E o pior é que os três não se lembram do que aconteceu, e para piorar, perderam o noivo…
E esta é a história do filme: a reconstrução da noite da despedida de solteiro, quando através de pequenas pistas, os três amigos vão reconstruindo as loucura que o grupo fez naquela festa.
Para se poder curtir mesmo este filme, acho que é necessário que o espectador se dispa um pouco de sua mentalidade adulta, é necessário curtir uma boa brincadeira, é necessário se conseguir voltar a ser um pouco criança de novo, e afinal, quem não quer alguns minutos livres da chateação de se encarar a vida de forma obsessivamente séria?












