domingo, 7 de março de 2010

Adorei estes sete ítens de uma apaixonada por livros, retirado do blog “quero morar em uma livraria” que o retirou do blog “nas entre linhas”.

E este recebi da querida Maíra, do blog  Nas Entre.Linhas :

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Regras: dizer 7 coisas sobre você e repassar para 7 pessoas. Resolvi escrever 7 coisas sobre minha paixão pelos  livros e sobre o vício da leitura:
1 - Tenho muito ciúmes dos meus livros. Meu marido diz que tenho mais ciúmes dos livros do que dele;
2 - Tenho síndrome de abstinência quando não tenho o que ler. Leio bula de remédios, manuais de eletrodomésticos, rótulo de shampoo...o que tiver à mão;
3 - Tenho o péssimo hábito de ler quando estou comendo. E minha filha já aprendeu a fazer isso também;
4 - Adoro ler durante as madrugadas;
5 - Tenho mania de colecionar marcadores de páginas;
6 - Um dos meus sonhos é  ter uma biblioteca com estantes do chão até o teto. E cheia de livros;
7 - E o outro, é um dia ter uma livraria.

sábado, 6 de março de 2010

Coitada da mãe…

Os dois amigos já estavam de cara cheia quando um teve
uma idéia:
- Vamos ao puteiro?
O outro responde:
- Vamos, embora então!
No caminho, o que estava dirigindo o carro olhou e viu
que o outro estava dormindo, então pensou:
- "Meu amigo já bebeu muito. Vou desistir de ir ao
puteiro e vou leva-lo para minha casa, amanhã ele
acorda melhor."
Chegando na casa dele, desceu do carro, tocou a
campainha e voltou até o carro onde estava o amigo
no maior sono:
- Hei, cara, acorda, chegamos...
Neste momento a mãe do primeiro amigo estava saindo
para atender a campainha, e o cara, acordando, olhou em
direção da casa e falou:
- Porra meu, você me tráz nesse puteiro com uma puta
feia dessa?
- Pega leve, cara essa é minha mãe!
O bebado olha, olha e diz:
- Ta bom, mas vou comer só por consideração!

El Necio

Silvio Rodriguez

Para no hacer de mi ícono pedazos,
para salvarme entre únicos e impares,
para cederme un lugar en su Parnaso,
para darme un rinconcito en sus altares.
me vienen a convidar a arrepentirme,
me vienen a convidar a que no pierda,
mi vienen a convidar a indefinirme,
me vienen a convidar a tanta mierda.

Yo no se lo que es el destino,
caminando fui lo que fui.
Allá Dios, que será divino.
Yo me muero como viví.

Yo quiero seguir jugando a lo perdido,
yo quiero ser a la zurda más que diestro,
yo quiero hacer un congreso del unido,
yo quiero rezar a fondo un hijonuestro.
Dirán que pasó de moda la locura,
dirán que la gente es mala y no merece,
más yo seguiré soñando travesuras
(acaso multiplicar panes y peces).

Yo no se lo que es el destino,
caminando fui lo que fui.
Allá Dios, que será divino.
Yo me muero como viví.

Dicen que me arrastrarán po sobre rocas
cuando la Revolución se venga abajo,
que machacarán mis manos y mi boca,
que me arrancarán los ojos y el badajo.
Será que la necedad parió conmigo,
la necedad de lo que hoy result anecio:
la necedad de asumir al enemigo,
la necedad de vivir sin tener precio.

Yo no se lo que es el destino,
caminando fui lo que fui.
Allá Dios, que será divino.
Yo me muero como viví.

Algumas palavras sobre inconstância de idéias e ideais… (Texto retirado do site da Carta Maior, de autoria de Emir Sader, no dia 05.03.10)

Gostei muito deste texto de autoria do Emir Sader. Atualmente, assistimos a alguns senhores que se diziam de esquerda adotarem posturas de um radicalismo de direita que até assusta. Como não pretendo fazer mistério, refiro-me ao senhor Arnaldo Jabor, mas se vocês identificarem outros, é só proceder a uma análise de sua trajetória pública para ver que não se restringe apenas a este senhor tais palavras, aliás, muito bem empregadas.

Mas vivemos em uma democracia, e apesar de um leve sentimento de pena pela postura atual destes senhores (se pensarmos, identificaremos vários), reconheço seus direitos a esta nova posição, apenas me irrita tal inconstância de pensamento...

Ângela

05/03/2010

A miséria moral de ex-esquerdistas

Alguns sentem satisfação quando alguém que foi de esquerda salta o muro, muda de campo e se torna de direita – como se dissessem: “Eu sabia, você nunca me enganou”, etc., etc. Outros sentem tristeza, pelo triste espetáculo de quem joga fora, com os valores, sua própria dignidade – em troca de um emprego, de um reconhecimento, de um espaçozinho na televisão.
O certo é que nos acostumamos a que grande parte dos direitistas de hoje tenham sido de esquerda ontem. O caminho inverso é muito menos comum. A direita sabe recompensar os que aderem a seus ideais – e salários. A adesão à esquerda costuma ser pelo convencimento dos seus ideais.
O ex-esquerdista ataca com especial fúria a esquerda, como quem ataca a si mesmo, a seu próprio passado. Não apenas renega as idéias que nortearam – às vezes o melhor período da sua vida -, mas precisa mostrar, o tempo todo, à direita e a todos os seus poderes, que odeia de tal maneira a esquerda, que já nunca mais recairá naquele “veneno” que o tinha viciado. Que agora podem contar com ele, na primeira fila, para combater o que ele foi, com um empenho de quem “conheceu o monstro por dentro”, sabe seu efeito corrosivo e se mostra combatente extremista contra a esquerda.
Não discute as idéias que teve ou as que outros têm. Não basta. Senão seria tratar interpretações possíveis, às quais aderiu e já não adere. Não. Precisa chamar a atenção dos incautos sobre a dependência que geram a “dialética”, a “luta de classes”, a promessa de uma “sociedade de igualdade, sem classes e sem Estado”. Denunciar, denunciar qualquer indicio de que o vício pode voltar, que qualquer vacilação em relação a temas aparentemente ingênuos, banais, corriqueiros, como as políticas de cotas nas universidades, uma política habitacional, o apoio a um presidente legalmente eleito de um país, podem esconder o veneno da víbora do “socialismo”, do “totalitarismo”, do “stalinismo”.
Viraram pobres diabos, que vagam pelos espaços que os Marinhos, os Civitas, os Frias, os Mesquitas lhes emprestam, para exibir seu passado de pecado, de devassidão moral, agora superado pela conduta de vigilantes escoteiros da direita. A redação de jornais, revistas, rádios e televisões está cheia de ex-trotskistas, de ex-comunistas, de ex-socialistas, de ex-esquerdistas arrependidos, usufruindo de espaços e salários, mostrando reiteradamente seu arrependimento, em um espetáculo moral deprimente.
Aderem à direita com a fúria dos desesperados, dos que defendem teses mais que nunca superadas, derrotadas, e daí o desespero. Atacam o governo Lula, o PT, como se fossem a reencarnação do bolchevismo, descobrem em cada ação estatal o “totalitarismo”, em cada política social a “mão corruptora do Estado”, do “chavismo”, do “populismo”.
Vagam, de entrevista a artigo, de blog à mesa redonda, expiando seu passado, aderidos com o mesmo ímpeto que um dia tiveram para atacar o capitalismo, agora para defender a “democracia” contra os seus detratores. Escrevem livros de denúncia, com suposto tempero acadêmico, em editoras de direita, gritam aos quatro ventos que o “perigo comunista” – sem o qual não seriam nada – está vivo, escondido detrás do PAC, do Minha casa, minha vida, da Conferência Nacional de Comunicação, da Dilma – “uma vez terrorista, sempre terrorista”.
Merecem nosso desprezo, nem sequer nossa comiseração, porque sabem o que fazem – e os salários no fim do mês não nos deixam mentir, alimentam suas mentiras – e ganham com isso. Saíram das bibliotecas, das salas de aula, das manifestações e panfletagens, para espaços na mídia, para abraços da direita, de empresários, de próceres da ditadura.
Vagam como almas penadas em órgãos de imprensa que se esfarelam, que vivem seus últimos sopros de vida, com os quais serão enterrados, sem pena, nem glória, esquecidos como serviçais do poder, a que foram reduzidos por sua subserviência aos que crêem que ainda mandam e seguirão mandado no mundo contra o qual, um dia, se rebelaram e pelo que agora pagam rastejando junto ao que de pior possui uma elite decadente e em vésperas de ser derrotada por muito tempo. Morrerão com ela, destino que escolheram em troca de pequenas glórias efêmeras e de uns tostões furados pela sua miséria moral. O povo nem sabe que existiram, embora participe ativamente do seu enterro.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Confissões de uma compulsiva – Ou como não resisti e adquiri a coleção de clássicos da Editôra Abril depois de jurar que este ano começaria um plano de economia geral em minha vida financeira…

Meu primeiro contacto com a coleção da Editora Abril, Grandes Clássicos, foi através do blog “quero morar em uma livraria”, e foi amor à primeira vista... Imediatamente entrei em um frenesi de dúvidas e delícias onde a idéia da compra cada vez mais se infiltrava em minha mente.

Cabe aqui uma ressalva, como todo brasileiro ou brasileira aposentado, não nado em dinheiro, e confesso que muitas vezes tive que refrear meus instintos consumistas em prol de uma vida financeira mais equilibrada... E eu sou boa nisso, reajo com muita simplicidade e mesmo com um vago humor quando se me deparo com a impossibilidade de adquirir algum objeto de desejo, afinal, o que são sapatos na moda, aquela calça comprida elegantérrima ou mesmo aquele tecido que ficaria um luxo como uma bata primaveril???

Até mesmo em alguns itens mais ou menos urgentes, como aquela marca foférrima de amaciante ou mesmo aquele lanche hiper gostoso naquele restaurante “divino”, ou aqueles doces diet irresistíveis, a tudo isso sei declinar tendo em vista uma vida financeira mais saudável. É difícil? Claro que é, mas o mundo não vai parar de rodar em sua órbita loucamente fantástica ou o sol não deixará de nos brindar com seus raios aconchegantes simplesmente porque não consigo adquirir alguns destes produtos.

Mas aí entram em cena os livros... E quando eles entram em cena, todo meu bom senso, meu equilíbrio, meu senso prático, meu rigor econômico, tudo explode em nuvens de purpurina multicolorida como um caleidoscópico subitamente libertado do seu tubo metálico. Aí, pessoal, acontece aquilo que vários psicólogos e seus colegas psiquiatras procuram explicar através de infindáveis teorias científicas, quando entra em cena nossa velha arquiinimiga, a compulsão...

Admito-me compulsiva diante de livros! Fujo das livrarias como única forma possível de não transgredir os ditames do equilíbrio e do bom senso, torno-me arredia quanto a “shoppings” por saber que em cada um deles se esconde o objeto de meu desejo, com suas capas multicoloridas, com seus textos interessantíssimos, com suas figuras inebriantes...

E assim mantenho meu equilíbrio (e o de minha carteira), simplesmente repetindo como em litania esta máxima cruel: “Sou fraca para entrar em uma livraria, e após o primeiro livro, não sei mais parar...”

E assim ia levando a vida, longe das tentações, sentada diante de meu computador acessando sites com notícias do mundo todo, vivenciando de forma imediata e virtual todas as novidades de nosso bom planeta terra, quando de repente...

Não sei bem o motivo que me levou a ousar adentrar pelo site “quero morar em uma livraria”, há mistérios insondáveis na alma humana e acredito que fui guiada por meus instintos mais irreprimíveis e traidores, numa tentativa de confrontar-me com minha fraqueza com o objetivo de evidenciar o quanto sou frágil e dependente diante de situações que envolvam tais objetos...

Bem, novamente (e felizmente) vencida, sou agora portadora de uma dívida até novembro de 2010, quando serei portadora de 35 volumes de clássicos da literatura mundial, que abrilhantarão minha biblioteca e evidenciarão que realmente não estou curada desta minha deliciosa compulsão...

Imagem retirada do site “Jane Austen em Português”, do livro “Orgulho e Preconceito”, da coleção lançada pela Editora Abril

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Gente! É lindo demais!!! O duro é pensar que vamos ter que esperar até o dia 08 de julho para que ele nos seja entregue…

Pemberley – Quem curte os livros de Jane Austen e suas adaptações para o cinema, reconhece esta mansão como Pemberley, a casa do “gatíssimo” Mr. Darcy…

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