terça-feira, 1 de março de 2011

Questionário sobre o texto “BARROCO”

 

1) Em que período de tempo aconteceu o barroco?

2) Por que as obras de arte barrocas brasileiras são parecidas com as obras de arte Européias?

3) Os artistas barrocos brasileiros foram fortemente influenciados pela arte barroca de dois países Europeus. Quais são estes países?

4) Enumere três características da arte barroca.

5) No Brasil, o início do barroco foi marcado pela publicação de um poema épico. Qual é o nome deste poema, quem o escreveu e em que ano ele foi publicado?

6) O que significa a palavra “barroco”?

7) Cite três autores barrocos brasileiros.

8) Disserte sobre Gregório de Matos.

9) Disserte sobre Padre Antônio Vieira.

Língua Portuguesa – Literatura / Barroco

O termo barroco denomina  as manifestações artísticas ocorridas do final do século XVI ao final do século XVIII. Encontramos manifestações artísticas barroca na literatura, na música, na pintura, na escultura e na arquitetura daquela época.

As obras de arte barrocas brasileiras são muito parecidas com as obras de arte barrocas Européias. Os artistas brasileiros que produziram suas obras de arte neste período foram fortemente influenciados pelo que acontecia no Velho Continente.

Aqui no Brasil, Gregório de Matos, Botelho de Oliveira e Frei Itaparica produziram várias obras de arte com características parecidas com as obras de arte que eram produzidas pelos artistas Europeus, principalmente espanhóis e portugueses.

As principais características das obras de arte barroca são o jogo de idéias, o rebuscamento e a assimetria ou falta de proporção.

O barroco aconteceu em uma época de grande turbulência político-econômica. Nesta época também havia uma grande turbulência na vida religiosa Européia, que se refletia em várias de suas colônias.

O marco inicial do barroco brasileiro é o poema épico “Prosopopéia”, de Bento Teixeira, o qual foi publicado em 1601, e que exalta Jorge Albuquerque Coelho, terceiro donatário da capitania de Pernambuco.

A origem da palavra “barroco” é controvertida. Para alguns estudiosos, ela designaria um tipo de pérola de forma irregular, para outros estudiosos, ela designaria um terreno desigual, assimétrico.

Principais representantes do Barroco Brasileiro

Os autores mais representativos do barroco no Brasil são Gregório de Matos, Bento Teixeira, Padre Antônio Vieira e Frei Manuel de Santa Maria Itaparica.

Gregório de Matos nasceu em Salvador, em 1636, estudou em Coimbra, onde trabalhou até 1681, e então retornou ao Brasil quando tinha 47 anos. Ao chegar ao Brasil desentendeu-se com o arcebispo João da Madre de Deus, o que ocasionou para o poeta vários problemas, chegando a ser acusado de herege ao tribunal da Santa Inquisição. Por suas poesias, em que denunciava os costumes do povo baiano de todas as classes sociais, recebeu o apelido de “boca do inferno” ou “boca de brasa”.

Padre Antônio Vieira nasceu em Lisboa, em 1608, e ainda criança, veio para o Brasil. Em 1614 iniciou seus estudos no Colégio dos Jesuítas de Salvador. Em 1623 ingressou na Companhia de Jesus. Em 1634 ordenou-se sacerdote, destacando-se como missionário em terras brasileiras. Nesta qualidade, defendeu infatigavelmente os direitos humanos dos povos indígenas, combatendo a sua exploração e escravização e fazendo a sua evangelização. O Padre Antônio Vieira escreveu 700 sermões, sendo os mais conhecidos o sermão da Sexagésima e o Sermão do Bom Ladrão.

Meus Oito Anos

Oh ! que saudades que eu tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais !
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais !

Como são belos os dias
Do despontar da existência !
- Respira a alma inocência
Como perfumes a flor;
O mar é – lago sereno,
O céu – um manto azulado,
O mundo – um sonho dourado,
A vida – um hino d’amor !

Que auroras, que sol, que vida,
Que noites de melodia
Naquela doce alegria,
Naquele ingênuo folgar !
O céu bordado d’estrelas,
A terra de aromas cheia,
As ondas beijando a areia
E a lua beijando o mar !

Oh ! dias de minha infância !
Oh ! meu céu de primavera !
Que doce a vida não era
Nessa risonha manhã !
Em vez de mágoas de agora,
Eu tinha nessas delícias
De minha mãe as carícias
E beijos de minha irmã !

Livre filho das montanhas,
Eu ia bem satisfeito,
De camisa aberta ao peito,
- Pés descalços, braços nus -
Correndo pelas campinas
À roda das cachoeiras,
Atrás das asas ligeiras
Das borboletas azuis !

Naqueles tempos ditosos
Ia colher as pitangas,
Trepava a tirar as mangas,
Brincava à beira do mar;
Rezava às Ave-Marias,
Achava o céu sempre lindo,
Adormecia sorrindo,
E despertava a cantar !

Oh ! que saudades que eu tenho
Da aurora da minha vida
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais !
- Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais !

Casimiro de Abreu

domingo, 13 de fevereiro de 2011

COMENTÁRIO AO MEU TEXTO DATADO DE 11 DE FEVEREIRO ENVIADO POR ALGUÉM QUE NÃO SE IDENTIFICOU: “Angela, é impressionante o quanto o desejo corporativista está acima de todas as necessidades do povo de Brasília. Os seus problemas devem ser baliza para todas as ações do governo ou será contra. Sua consciência é do tamanho de um grão de areia. Torce contra o governo desde o primeiro dia. São saudades do Roriz. Que vergonha termos tido professores como você.”

MINHA RESPOSTA:

Baixando o nível...

Aceito qualquer crítica que quiserem fazer à minha pessoa, mas por favor: NÃO ME CHAMA DE RORIZISTA!!!

Aceito que pensem que sou despreparada, que escrevo mal, que sou despolitizada, que sou feia, que sou mesquinha, enfim, que sou um dragão soltando fogo pelas ventas... Aceito tudo que quiserem falar de mim, pois liberdade é isso: tenha sua opinião que eu terei a minha, manifeste-se que eu falarei o que eu quiser, mas NÃO ME CHAMA DE RORIZISTA!!!

Pode dizer que tudo que escrevo está errado, que minha concordância é funesta, que cuspo vidro moído, que envergonho a raça humana, que não devia nem ter nascido, mas NÃO ME CHAMA DE RORIZISTA!!!

Acredite: de todas as ofensas que você (que se esconde sob o manto do recado não assinado) me enviou, só não aceito quando VOCÊ ME CHAMA DE RORIZISTA...

O resto sai na  * * * * * ...

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Ontem, sexta feira, dia 11 de fevereiro de 2011, aconteceu uma reunião da Secretaria de Educação do Distrito Federal com representantes do SINPRO–DF. Aguardei ansiosa por alguma notícia sobre alguma providência que estivesse sendo tomada para a implantação do PLANO DE SAÚDE dos profissionais da educação. Hoje, dia 12 de fevereiro de 2011, o Washington Dourado nos informa que não há nenhuma novidade sobre este assunto. Escrevi este comentário e mandei para o WD:

Caro WD,

Mais uma reunião e nada... Nem um informe sobre o PLANO DE SAÚDE dos professores. Nem um esclarecimento... Nem um comentário, nem uma novidade, nem uma vaga promessa. Silêncio! Nada!

O que me leva a uma triste constatação: a palavra do Agnelo é mais vazia que o vazio da honestidade dos políticos brasileiros, pois ele, O PRÓPRIO, esteve no sindicato e entregou carta compromisso em que prometia: “Implantar o plano de saúde dos servidores e tornar realidade o programa habitacional da categoria”, e depois de eleito, fez-se silêncio sobre o assunto.

Acho que o meu filho é que tem razão: político é tudo igual, e provavelmente ele usará este chamativo (a promessa de um PLANO DE SAÚDE para a categoria) quando quiser ser eleito novamente, e novamente depois de eleito, desprezará suas próprias palavras deixando de cumprir o que prometeu.

Triste Brasília... E triste governo do PT, que por causa disto é motivo da velha chacota: “governo do PT é igual catapora, dá uma vez para nunca mais...” Eu mesmo não sei se, caso me desiluda mais uma vez com o PT no poder, volto a votar em qualquer mandatário que se coloque sob esta bandeira!

Bem fizeram os que anularam o voto!

Assinado: Ângela triste

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Crônica de Luiz Fernando Veríssimo sobre o "BBB"


Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço...A décima primeira (está indo longe!) edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil, encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.
Dizem que Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB 11 é a pura e suprema banalização do sexo. Impossível assistir, ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros... todos na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterosexuais. O BBB 11 é a realidade em busca do IBOPE..
Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB 11. Ele prometeu um “zoológico humano divertido” . Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.
Se entendi corretamente as apresentações, são 15 os “animais” do “zoológico”: o judeu tarado, o gay afeminado, a dentista gostosa, o negro com suingue, a nerd tímida, a gostosa com bundão, a “não sou piranha mas não sou santa”, o modelo Mr. Maringá, a lésbica convicta, a DJ intelectual, o carioca marrento, o maquiador drag-queen e a PM que gosta de apanhar (essa é para acabar!!!).
Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível.
Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo.
Eu gostaria de perguntar se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.
Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis?
São esses nossos exemplos de heróis?
Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros, profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores), carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor, quase sempre mal remunerados.
Heróis, são milhares de brasileiros que sequer têm um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir e conseguem sobreviver a isso, todo santo dia.
Heróis, são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna.
Heróis, são inúmeras pessoas, entidades sociais e beneficentes, ONGs, voluntários, igrejas e hospitais que se dedicam ao cuidado de carentes, doentes e necessitados (vamos lembrar de nossa eterna heroína, Zilda Arns).
Heróis, são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada meses atrás pela própria Rede Globo.
O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral.
E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a "entender o comportamento humano". Ah, tenha dó!!!
Veja o que está por de tra$$$$$$$$$$$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão.
Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social, moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros?
(Poderia ser feito mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores!)

Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores.
 
Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa..., ir ao cinema..., estudar... , ouvir boa música..., cuidar das flores e jardins... , telefonar para um amigo... , visitar os avós... , pescar..., brincar com as crianças... , namorar... ou simplesmente dormir.
 
Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construído nossa sociedade.